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Triumeq

O que é o Triumeq®?

O Triumeq®é um medicamento utilizado no tratamento da infeção pelo VIH. É a combinação de três antirretrovirais num único comprimido de toma única diária.

Combina 50mg de dolutegravir, 600mg de abacavir e 300mg de lamivudina num comprimido de cor roxa, de formato oval e revestido por película. O comprimido diz “572 Tri” num dos lados.

Como funciona o Triumeq®?

O Triumeq® combina três medicamentos num comprimido. Dois desses medicamentos (abacavir e lamivudina) pertencem a uma classe de medicamentos chamada INTR (inibidores nucleósidos da transcriptase reversa) e um medicamento (dolutegravir) é um inibidor da integrase. Cada classe de medicamentos combate a infeção pelo VIH de uma forma diferente.

O objetivo do tratamento antirretroviral é reduzir o nível de VIH (a “carga viral”) no organismo até este ficar indetetável – o que geralmente corresponde a 50 cópias do vírus por ml de sangue. Estar sob tratamento antirretroviral e ter carga viral indetetável protege o sistema imunitário e reduz o risco de transmissão da infeção.

Como tomo Triumeq®?

O Triumeq® deve ser tomado uma vez ao dia. Pode ser ingerido com ou sem comida.

O tratamento antirretroviral resulta melhor se for tomado diariamente, idealmente sempre à mesma hora. Poderá ser útil definir um alarme (no telemóvel, por exemplo) para não se esquecer. Se se esquecer de o tomar e se aperceber disso nas 20 horas após a hora em que costuma tomar, deverá tomá-lo o mais depressa possível, tomando depois a dose seguinte à hora habitual. Se se aperceber disso até quatro horas antes da toma seguinte, não tome uma dose dupla. Limite-se a saltar uma dose da qual se esqueceu e continue com a rotina normal.

Quais os efeitos secundários do Triumeq®?

Todos os medicamentos têm possíveis efeitos secundários. Deve-se falar com o médico, enfermeiro ou farmacêutico sobre o que esperar quando se começa a tomar qualquer medicamento, bem como perceber como gerir quaisquer efeitos secundários que surjam.

Uma lista completa de efeitos secundários, incluindo os menos comuns, pode ser encontrada na bula que vem com o Triumeq®.

Os efeitos secundários podem ser descritos da seguinte forma:

Comuns: um efeito secundário que ocorre em pelo menos uma em cem pessoas (mais de 1%) que tomem este medicamento.

Raros: um efeito secundário que ocorra em menos que uma em cem pessoas (menos de 1%) que tomem este medicamento.

Entre os efeitos secundários mais comuns do Atripla® incluem-se (os mais comuns estão a negrito):

  • dificuldade em dormir, dor de cabeça, fadiga, tonturas, sonhos vívidos
  • náuseas (sensação de enjoo), diarreia, perda de apetite, indigestão, flatulência, sensação de inchaço
  • dor e desconforto muscular, rash, queda de cabelo, depressão

Aviso importante: O abacavir e o dolutegravir, dois dos ingredientes ativos no Triumeq®, podem causar uma reação de hipersensibilidade (alergia) grave. É importante falar com o médico ou farmacêutico antes de se começar a tomar Triumeq®, e deve-se ler o cartão de alerta e a bula informativa que vem com o medicamento.

O abacavir pode causar uma reação de hipersensibilidade (alergia) grave. Esta reação está associada à presença de um gene em concreto. Antes de iniciar o tratamento com Triumeq® (ou qualquer outro tratamento que inclua abacavir) deve-se fazer um teste para perceber se se tem esse gene (HLA-B*5701). Se o teste for positivo, não se deve tomar abacavir. Se o teste for negativo, é improvável que venha a ocorrer uma reação alérgica, mas deve-se entrar imediatamente em contato com o serviço de infeciologia (ou a urgência hospitalar) se se começar a sentir mal após o início da toma do medicamento.

Na caixa do medicamento consta um “cartão de alerta” que deverá ser transportado durante as primeiras semanas de toma de abacavir. Neste período, devem-se procurar os seguintes efeitos secundários:

  • um rash na pele

ou se surgir um ou mais sintomas de pelo menos dois dos seguintes grupos:

  • febre
  • dificuldade em respirar, dor de garganta ou tosse
  • náusea ou vómitos, ou diarreia ou dor abdominal
  • grande cansaço dores ou uma sensação geral de mau estar.

Se se teve anteriormente uma reação alérgica ao abacavir, não se deve voltar a tentar tomar o medicamentos.

O Triumeq® interage com outros medicamentos?

Deve-se falar sempre com o médico e farmacêutico sobre quaisquer outros medicamentos que se esteja a tomar. Isto inclui qualquer medicamento prescrito por um médico, medicamentos comprados na farmácia, tratamentos ervanários e alternativos e drogas recreativas.

Alguns medicamentos não devem ser tomados em conjunto – a interação pode dar origem a um aumento perigoso dos níveis dos medicamentos ou pode fazer com que um ou ambos deixem de funcionar. Outras interações medicamentosas podem ser menos perigosas, mas devem ainda assim ser tidas em consideração. Se os níveis de um medicamento forem alterados, poderá ser necessário alterar a dose que se toma – algo que só deve ser feito com recomendação médica.

Se se estiver a tomar Triumeq®, é importante falar com o médico infeciologista ou farmacêutico antes de começar a tomar medicamentos dos seguintes grupos:

  • antibióticos
  • Medicação antiepilética
  • Ervas medicinais (sobretudo a Erva de São João)
  • metformina (comprimido utilizado no tratamento da diabetes) – os níveis deste medicamento podem ser potenciados pelo Triumeq®; o médico poderá ter de aumentar a dose

A toma de cálcio, ferro, magnésio ou alumínio pode impedir a total absorção do Triumeq®. Todos os suplementos multivitamínicos e minerais e antiácidos devem ser tomados pelo menos quatro horas antes ou depois do Triumeq®.

A bula que vem com o Triumeq® inclui a lista completa dos medicamentos que devem ser evitados.

Posso tomar Triumeq® durante a gravidez?

Não se recomenda a toma de Triumeq® durante a gravidez.

Se se estiver a considerar engravidar, ou se suspeitar que se está grávida, deve-se falar com o médico assim que possível sobre qual a melhor combinação terapêutica. É importante tomar a medicação antirretroviral durante a gravidez para prevenir a transmissão da infeção pelo VIH ao bebé.

Falar com o médico

É importante falar sobre quaisquer dúvidas que se tenha sobre o tratamento ou outras questões de saúde. Por exemplo, se tiver algum sintoma ou efeito secundário que possam estar relacionados com o tratamento, ou se se tiver dificuldade em tomar a medicação todos os dias, o seu médico infeciologista poderá ajudar.

Criar uma ligação com o médico infeciologista é algo que leva tempo. Algumas pessoas sentem-se mais confortáveis a falar com um médico, mas outras não, sobretudo quando se tratam de questões relacionadas com sexo, saúde mental ou sintomas que podem gerar algum tipo de constrangimento. É também fácil esquecer as coisas sobre as quais se quer falar.

Preparar previamente a consulta pode ser muito útil. Deve-se perder algum tempo a pensar no que se vai dizer. Poderá ser útil falar primeiro com alguém ou tomar algumas notas e levá-las para a consulta seguinte. A nossa ferramenta online Talking points poderá ajudar na preparação da próxima consulta – visite www.aidsmap.com/talking-points

Community Consensus Statement on Access to HIV Treatment and its Use for Prevention

Together, we can make it happen

We can end HIV soon if people have equal access to HIV drugs as treatment and as PrEP, and have free choice over whether to take them.

Launched today, the Community Consensus Statement is a basic set of principles aimed at making sure that happens.

The Community Consensus Statement is a joint initiative of AVAC, EATG, MSMGF, GNP+, HIV i-Base, the International HIV/AIDS Alliance, ITPC and NAM/aidsmap
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NAM’s information is intended to support, rather than replace, consultation with a healthcare professional. Talk to your doctor or another member of your healthcare team for advice tailored to your situation.